Home Notícias Cotidiano Justiça nega danos morais para mulher que teve comunhão negada na Basílica

Justiça nega danos morais para mulher que teve comunhão negada na Basílica

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Foto: Reprodução/Facebook
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O Juiz de Direito Fábio D Urso julgou improcedente um processo movido por Ana Paula de Oliveira contra o Padre Pedro Leandro Ricardo. Ana teve a comunhão negada na Basílica de Santo Antônio, em Americana, no dia 22 de março de 2018 e a decisão saiu na tarde desta segunda-feira(11).

A mulher moveu uma ação de danos morais contra o Padre Leandro, a Basílica e a Diocese de Limeira, após o episódio da comunhão, quando a assessoria da basílica de Americana emitiu uma nota que desmentia as palavras da frequentadora dela. Oliveira pedia indenização de R$ 10 mil. Ainda cabe recurso.

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O advogado Diego Bernardo, responsável pela defesa de Ana Paula, classificou a decisão como injusta. “O juiz considerou que houve a negativa da comunhão, porém que isso não causou abalo moral”, disse Bernardo.

“Nós vamos recorrer e levar isso à um colegiado, que seria o colégio recursal, para verificar se alteramos essa decisão, porque de fato não é nada justo que uma pessoa tenha a comunhão negada. A fé é uma coisa que não se brinca e não se julga”, disse o advogado ao Portal de Americana.

Para Andre Franzin, defensor de Pedro Leandro, o juiz entendeu que a negativa era um direito canônico do padre e que ele não quis constranger a mulher.

Os fatos
De acordo com o relato de Ana Paula de Oliveira Verenezi Oton, feito no dia 22 de março de 2018 no Facebook, ela entra as 7h no trabalho e pediu para que chegasse mais tarde para conseguir acompanhar a celebração. Porém Ana chegou as 7h06 na basílica e a missa já teria iniciado. No relato ela disse que acompanhou toda a celebração até quando chegou a hora da comunhão, ela entrou na fila e dirigiu até o Padre. Na sua hora, ela estendeu a mão para receber “Corpo de Cristo” e foi surpreendida pela negativa do padre. De acordo com ela, Pedro Leandro disse “Você chegou atrasada não acho viável te dar a comunhão”, o ato foi visto por outros fiéis que ficaram indignados. “Voltei chorando para o meu lugar, acabei de assistir à missa e vim embora indignada”, concluiu Ana Paula.

Em nota, a Basílica disse que “em nenhum momento foi negado o Sacramento da Comunhão a fiel. A Basílica é uma comunidade com 118 anos de história e que segue estritamente as normas litúrgicas e canônicas. É imprescindível ressaltar e destacar este fato para que não caiamos em interpretações equivocadas ou em julgamentos errados”. Leia a matéria publicada em 2018, neste link.

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