O deputado federal Bruno Lima (Podemos) era o secretário municipal de Inovação e Tecnologia de São Paulo quando a Prefeitura firmou um contrato de R$ 108 milhões com o Instituto Conhecer Brasil (ICB) para a oferta de Wi-Fi gratuito na capital. O instituto é alvo de uma investigação da Polícia Civil que apura suspeitas de desvios de recursos para a produção do filme “Dark Horse”.
Nesta segunda-feira (1º), a Polícia Civil cumpriu mandados de busca e apreensão na Secretaria de Inovação e Tecnologia, na residência de Karina Ferreira da Gama, apontada como responsável pelo ICB, e em duas empresas ligadas a ela. A operação faz parte das apurações sobre supostas irregularidades envolvendo recursos destinados ao projeto.
Bruno Lima assumiu a secretaria em fevereiro de 2023, após se licenciar do mandato de deputado federal conquistado nas eleições de 2022, quando foi o sexto parlamentar mais votado do estado de São Paulo.
Lima permaneceu no cargo até julho de 2024, cerca de um mês após a assinatura do termo de colaboração entre a Secretaria de Inovação e Tecnologia e o Instituto Conhecer Brasil.
Na ocasião, Bruno Lima era filiado ao PP. Sua chegada à administração do prefeito Ricardo Nunes (MDB) ocorreu dentro de um acordo político articulado entre o prefeito e o presidente nacional do partido, Ciro Nogueira, para garantir apoio à campanha de reeleição de Nunes.
Até o momento, não houve divulgação de conclusões da investigação ou atribuição de responsabilidades aos envolvidos. O caso segue sob apuração da Polícia Civil.


















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