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“Caguei para a prisão”, diz Bolsonaro em evento do PL

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Foto: divulgação/PL

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou nesta quinta-feira, 20, que não se preocupa com a possibilidade de prisão após ser denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por tentativa de golpe de Estado. Durante um evento de comunicação do Partido Liberal, Bolsonaro declarou que a ação contra ele se baseia em “narrativas” e rejeitou as acusações.

“Nada mais têm contra nós do que narrativas. Tudo foi por água abaixo. A mais recente foi essa de golpe”, disse. Em seguida, ao mencionar especulações sobre sua prisão, afirmou: “‘Vão prender o Bolsonaro?’ Caguei para a prisão”. A fala foi recebida com aplausos e gritos de apoio por parte dos presentes.

Durante sua participação no evento, que contou com a presença de representantes de empresas de tecnologia como X e Google, Bolsonaro fez poucas menções à estratégia digital da direita e concentrou-se em criticar as investigações da Polícia Federal (PF). Ele também questionou o volume de documentos apresentados pela PF e pela PGR para embasar a denúncia. “Quem precisa de 800 páginas para provar, é que não tem o que mostrar”, afirmou.

O ex-presidente também defendeu a anistia dos presos pelos atos de 8 de janeiro de 2023 e convocou seus apoiadores para manifestações programadas para 16 de março. “Não levem cartazes”, orientou. A mobilização faz parte da estratégia discutida em reunião com parlamentares de oposição na última quarta-feira, 19, para reagir à denúncia apresentada pela PGR.

Bolsonaro voltou a afirmar, sem apresentar provas, que houve fraudes nas eleições presidenciais de 2018 e 2022. Ele mencionou a investigação da PF sobre um ataque hacker ao sistema do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 2018 para sugerir irregularidades no processo eleitoral, apesar de não haver evidências que sustentem essa tese.

Durante o discurso, Bolsonaro também fez críticas ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e buscou reforçar sua posição como principal líder da direita no país. “Tem gente mais preparada do que eu, aqui deve ter dezenas, mas com o coro mais grosso do que o meu, não tem”, declarou.

O ex-presidente ainda mencionou o ex-presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), que atualmente é cotado para assumir um ministério no governo Lula. Bolsonaro creditou a Lira a aprovação de pautas de seu interesse durante o mandato. “Estou indo pra guerra. Vou pegar um limpinho, um gravatinha da Câmara para esse processo?”, questionou, ao defender o apoio que recebeu do ex-presidente da Câmara. “(Lira) tem seus problemas. Pode ter. Mas se fosse um gravatinhas, limpinho na presidência, não teria resolvido o problema. Obrigado, Arthur Lira”, concluiu.


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