A Churrascaria Fogo Nobre, em Americana, envolvida em uma sindicância sobre a utilização de funcionários públicos para serviços de limpeza, tem como proprietário o empresário Thiago de Freitas Akim, genro do pastor Mirko Levak, líder da Comunidade da Fé.
Segundo informações levantadas pelo Portal de Americana, Thiago aparece como proprietário do estabelecimento em registros da Receita Federal. Ele é casado com Carol Levak, filha do pastor Mirko.
Outro detalhe identificado na apuração é a presença de um veículo registrado em nome da Comunidade da Fé nas imagens que mostram funcionários da Administração Regional do Parque Gramado realizando serviços de roçagem na churrascaria.
O caso motivou uma sindicância da Prefeitura de Americana, que investigou a utilização de serviços públicos em um estabelecimento particular.
Na época, a Regional do Parque Gramado era administrada por João Aplijo Bortoloto. A Comissão Processante concluiu que ele foi responsável por determinar a execução dos serviços e recomendou sua demissão.
Antes de ser intimado da decisão, João pediu exoneração do cargo. Sua saída foi oficializada em 18 de setembro de 2026, com efeitos a partir do dia 17.
Ligações com a Comunidade da Fé e movimentação de cargos
Após a saída de João, a Prefeitura nomeou Leila Mara Pessotto de Paula para o cargo de administradora regional, em 20 de outubro. Segundo informações apuradas pelo Portal, Leila é irmã de Lilian Mary Pessotto Levak, esposa do pastor Mirko Levak.
Antes da nomeação, Leila trabalhava na Câmara Municipal de Americana, onde ocupava o cargo comissionado de Assessor Adjunto I. Ela deixou o Legislativo em setembro.
Enquanto Leila passou da Câmara para a Prefeitura, João chegou a ser indicado para ocupar o mesmo cargo anteriormente exercido por ela no Legislativo.
Segundo apuração do Portal, a indicação de João partiu do vereador Marcos Caetano (PL), que também possui ligações com a Comunidade da Fé. A contratação, no entanto, não foi concretizada após a repercussão da reportagem sobre o caso da churrascaria.
A sequência de acontecimentos reúne vínculos familiares, relações políticas e movimentações em cargos públicos. Os elementos apresentados, porém, não demonstram, por si só, que a comunidade religiosa ou seus dirigentes tenham participado da determinação dos serviços de limpeza ou de um eventual acordo para nomeações.






