O ex-vereador de Americana, Rafael Macris, que foi derrotado nas eleições de 2020, quando disputou a Prefeitura, e novamente em 2024, ao tentar retornar à Câmara Municipal, utilizou as redes sociais para defender o deputado estadual Guto Zacarias, alvo de denúncia por violência psicológica e coação para interrupção de gestação.
Em vídeo publicado neste sábado (4), Macris afirmou que as acusações têm motivação política e criticou o que classificou como ataques ao grupo ao qual pertence. “Eu queria começar aqui minha fala dizendo a canalista que estão fazendo com o nosso movimento. Foi o Renan aparecer com 7% na última pesquisa. O Guto ser potencialmente um dos deputados federais mais votados do Estado de São Paulo e do Brasil para começarem os ataques baixos”, disse.
Na sequência, o ex-vereador declarou proximidade com o parlamentar e contestou as acusações. “Eu sou amigo particular do Guto, eu conheço esse cara, eu vira e mexe estou na casa dele, trabalho junto com ele, toda hora estou no gabinete dele e sei do coração e da índole desse cara. Estão pegando uma mentira, uma questão resolvida de uma ex-namorada dele, estão atacando diretamente a filha do Guto para que ele destruir as nossas pré candidaturas. E a gente não vai deixar que isso aconteça”, afirmou.
Macris também mencionou a repercussão do caso e a reação do deputado. “O Guto com dor no coração, teve que dar meia volta, ele estava chegando aqui em Rio Preto hoje, teve que dar meia volta para voltar para ir lá com a mãe da filha dele, para gravar um vídeo de resposta para esses canalhas vagabundos que estão atacando a gente desse jeito que estão. A gente fica com mais orgulho ainda em saber que vagabundo vai atacar a gente. Se eles estão atacando, quer dizer que a gente está no caminho certo”, declarou.
Ele concluiu dizendo que as denúncias não devem impactar a trajetória política do aliado. “Isso não vai arranhar em nada a história do Guto e a sua trajetória e ele vai ser um dos deputados mais votados do estado de São Paulo e do Brasil. Então eu queria pedir aqui uma salva de palmas para o Guto”.
O caso
Um pedido de cassação do mandato de Guto Zacarias foi protocolado no Conselho de Ética da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp). A solicitação tem como base denúncia do Ministério Público de São Paulo (MPSP), que aponta suspeitas de violência psicológica e coação para interrupção da gestação.
Segundo o MPSP, os fatos teriam ocorrido entre 2024 e o início de 2025, após o fim do relacionamento com a ex-companheira, Giovanna Pereira, que informou estar grávida. A Promotoria afirma que, a partir desse momento, o deputado teria intensificado contatos por mensagens, áudios e ligações com o objetivo de influenciar a decisão da vítima.
A denúncia também aponta que Zacarias, ligado ao Movimento Brasil Livre (MBL), teria utilizado manipulação emocional, chantagens e ameaças. Em alguns momentos, segundo o documento, ele teria sugerido a realização de procedimentos para interrupção da gestação, mencionando clínicas clandestinas e alternativas que seriam apresentadas como de baixo risco.
Em resposta, o deputado negou as acusações e afirmou que é alvo de perseguição política.
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