O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) divulgou um vídeo nesta sexta-feira (31) em que apresenta propostas voltadas à segurança pública, entre elas a criação de 500 mil vagas no sistema prisional brasileiro em um período de quatro anos e a construção de cinco novos presídios federais de segurança máxima, inspirados no modelo adotado por El Salvador.
Na gravação, Flávio também afirma que pretende endurecer as penas para crimes relacionados ao furto e à receptação de celulares, além de ampliar a estrutura do sistema penitenciário federal para abrigar líderes de organizações criminosas.
A proposta, no entanto, chama atenção por contrastar com o histórico recente da gestão de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Durante os quatro anos de governo, nenhuma nova penitenciária federal foi construída ou inaugurada.
Atualmente, o Brasil possui cinco presídios federais de segurança máxima. Quatro dessas unidades foram construídas e inauguradas durante os governos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A quinta começou a ser construída em 2013, durante o governo da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), e foi inaugurada em 2018, já na gestão de Michel Temer (MDB).
Apesar de defender agora a duplicação da quantidade de presídios federais, a proposta não foi colocada em prática pelo governo Bolsonaro, que não ampliou a rede federal de segurança máxima.
No vídeo, Flávio Bolsonaro afirma:
“Eu vou quadruplicar a pena mínima para furto de celular e recepção. Hoje, na de dois anos, a pena mínima vai passar para oito. Um ladrão de celular vai ficar preso. A gente vai construir, em quatro anos, meio milhão de vagas em presídio. Eu vou duplicar a quantidade de previsos federais, porque os chefes de facção criminosa, que eu vou tratar como terrorista aqui, do PCC, Comando Vermelho e Milícia, estes vão ficar nos previsos federais incomunicáveis, sem vigília digital íntima, sem saidinha, que nós também já acabamos.”
















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