O caso da gata Selena, encontrada na Avenida Brasil, em Americana, ganhou novos desdobramentos após o homem que aparece nas imagens deixando o animal em frente a um pet shop encaminhar sua versão dos fatos ao Portal de Americana.
Por relatar que vem sofrendo ameaças desde a divulgação do caso, o Portal de Americana optou por não divulgar sua identidade. O homem também já foi desligado da imobiliária onde trabalhava após ser identificado.
Segundo o relato enviado à reportagem, ele encontrou a gata na manhã do dia 14 de julho, por volta das 9h30, durante uma visita a um salão comercial localizado na Rua das Paineiras, no Jardim São Paulo.
“Eu estava aqui para realizar uma visita com o meu cliente. O gatinho estava aqui abandonado, grudado ao chão”, afirmou.
Ainda de acordo com sua versão, após concluir a visita, retornou ao imóvel para deixar água e ração ao animal. Ele disse que havia vestígios de ração antiga e outros produtos para gatos no local, o que indicaria que alguém já havia alimentado a felina anteriormente.
O homem relatou que voltou ao salão durante o horário de almoço e tentou retirar a gata do imóvel, permanecendo com ela por menos de uma hora. Sem conseguir mantê-la sob seus cuidados, decidiu levá-la até a Avenida Brasil.
“Pode ser que eu não tenha tomado a melhor decisão possível, mas com pouco de conhecimento que eu tinha, pensei em deixar ele próximo a um pet shop, à luz do dia, numa avenida movimentada, para ele não ficar no lugar onde eu encontrei”, declarou.
Após a divulgação do caso, foi constatado que a gata, posteriormente identificada como Selena, pertencia a uma família do Jardim São Paulo e estava desaparecida havia mais de 30 dias. Ela foi resgatada pelo projeto Quero Adotar um Gatinho, passou por atendimento veterinário e morreu uma semana depois em decorrência do grave quadro de saúde.
Em sua manifestação, o homem afirmou que soube, por meio das publicações sobre o caso, que a gata possuía microchip e defendeu que a identificação do tutor deveria ter sido buscada.
“Em uma publicação, falaram que o gatinho tem microchip, então quem vê a público precisa ir atrás do real dono”, afirmou.
Ele também disse que a repercussão do caso trouxe consequências pessoais.
“Agora eu perdi meu emprego, estou sofrendo ameaças nas redes sociais. No dia das acusações não me deram nem a oportunidade de me defender”, declarou.
O caso segue repercutindo em Americana.















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