A Polícia Federal investiga se Fábio Luiz Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, teria atuado como sócio oculto de Antônio Carlos Camilo, o “careca do INSS”, em entidades suspeitas de realizar descontos ilegais em benefícios previdenciários.
Segundo reportagem do Estadão, a Polícia Federal informou ao Supremo Tribunal Federal que encontrou menções a Lulinha em três diferentes conjuntos de informações reunidas ao longo da investigação sobre desvios em aposentadorias e pensões do INSS. Entre os indícios analisados, há suspeitas de que Lulinha teria viajado para Portugal acompanhado de Antônio Carlos Camilo.
Ainda de acordo com apuração revelada durante uma operação realizada no fim do ano passado, o “careca do INSS” teria feito repasses de grandes valores a uma amiga e sócia de Lulinha. Em mensagens que acompanham essas transferências, os investigadores identificaram referências de que o dinheiro seria destinado ao “filho do rapaz”, expressão interpretada como uma possível menção ao filho do presidente da República.
Com a retomada dos trabalhos no Congresso Nacional em fevereiro e a reativação da CPMI do INSS, parlamentares da oposição já se articulam para convocar Lulinha a prestar depoimento. O senador Izalci Lucas afirmou que a estratégia será manter a pressão para o avanço das investigações.
















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