A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira (25), a Operação “Fallax” com o objetivo de desarticular uma organização criminosa suspeita de atuar em fraudes bancárias contra a Caixa Econômica Federal, além de práticas de estelionato e lavagem de dinheiro. Em Americana, os mandados foram cumpridos nos bairros Jardim Imperador, Nova Americana, Jardim Brasília e também no Terras do Imperador. A operação também ocorre em Rio Claro, no bairro Jardim América, e em Limeira, no Parque Egisto Ragazzo.
A ação contou com apoio da Polícia Militar do Estado de São Paulo, por meio do Comando de Policiamento do Interior 9 e do BAEP 10, que atuaram no suporte às equipes durante o cumprimento das ordens judiciais.
Na cidade, uma das diligências ocorreu por volta das 6h, na Rua Imperador Adriano, no bairro Terras do Imperador. No local, equipes deram cumprimento a mandado de prisão e de busca e apreensão expedidos pela 5ª Vara Federal de São Paulo. O indivíduo alvo do mandado não foi localizado.
Durante a ação, acompanhada por uma pessoa identificada como A.O.I., de 76 anos, foram apreendidos computadores, documentos e aparelhos celulares que devem auxiliar nas investigações.
As investigações começaram em 2024, após a identificação de indícios de um esquema estruturado voltado à obtenção de vantagens ilícitas. Segundo a apuração, o grupo atuava com a cooptação de funcionários de instituições financeiras e utilizava empresas para movimentar e ocultar recursos.
Ao todo, estão sendo cumpridos 43 mandados de busca e apreensão e 21 mandados de prisão preventiva, expedidos pela Justiça Federal de São Paulo, em cidades dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia. Também foi determinado o bloqueio e sequestro de bens, incluindo imóveis, veículos e ativos financeiros, até o limite de R$ 47 milhões.
De acordo com as investigações, o grupo utilizava empresas de fachada e estruturas empresariais para dissimular a origem dos valores. Funcionários inseriam dados falsos em sistemas bancários para permitir saques e transferências indevidas. Os valores eram posteriormente convertidos em bens de alto valor e criptoativos.
As fraudes investigadas podem ultrapassar R$ 500 milhões. A Justiça também autorizou a quebra de sigilo bancário e fiscal de dezenas de pessoas físicas e jurídicas envolvidas.
Os investigados poderão responder por organização criminosa, estelionato qualificado, lavagem de dinheiro, gestão fraudulenta, corrupção ativa e passiva e crimes contra o sistema financeiro nacional. As penas podem ultrapassar 50 anos de reclusão.
O nome da operação, “Fallax”, faz referência à natureza fraudulenta das condutas investigadas, caracterizadas pela falsa aparência de legalidade das empresas utilizadas pelo grupo.
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