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Dono de distribuidora de bebidas é preso em flagrante em Santa Bárbara d’Oeste

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Policiais civis da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Americana deflagraram uma operação na manhã desta terça-feira (16) em uma distribuidora de bebidas localizada na Av. Interdistrital Comendador Emílio Romi, no distrito industrial de Santa Bárbara d’Oeste.

A ação resultou na prisão do proprietário do estabelecimento, identificado como S.O.S., e na apreensão de armas, munições, produtos impróprios para consumo e documentos.

A operação foi desencadeada após denúncias de que o proprietário da distribuidora portava arma de fogo no local e praticava irregularidades fiscais. Durante a ação, os policiais encontraram um carregador municiado com 14 munições calibre .40, uma pistola Taurus G3C com 13 munições calibre 9mm e diversos outros materiais relacionados a armas de fogo.

Além da arma, os policiais apreenderam aproximadamente 1.930 maços de cigarros com a validade expirada, o que configura crime contra a relação de consumo. Também foram encontrados produtos alimentícios sem a devida documentação fiscal, levantando suspeitas de irregularidades tributárias.

O proprietário da distribuidora foi preso em flagrante e conduzido à delegacia, onde foi indiciado por porte ilegal de arma de fogo, crimes contra a relação de consumo e crimes tributários. A Polícia Civil investiga agora a origem dos produtos apreendidos e se há outras pessoas envolvidas nos crimes.

O QUE DIZ A EMPRESA:
Em resposta às acusações, o advogado do empresário, Dr. Fábio Rogério Giuseppin, emitiu uma nota esclarecendo que os produtos impróprios para consumo estavam em um ambiente fechado, separados para devolução ao fornecedor, e não disponíveis para venda. Sobre a posse de armas, ele afirmou que se tratava de uma arma de uso pessoal, devidamente registrada, que estava desmuniciada e guardada em um cofre de segurança. Quanto às bebidas, o advogado explicou que as notas fiscais estavam em formato eletrônico no e-mail da empresa, mas os policiais impediram o acesso aos computadores no momento da abordagem.

A defesa também alegou que a ação policial foi ilegal, pois não foi apresentado mandado de busca e apreensão. Segundo a nota, os policiais teriam retirado os circuitos de imagem da empresa para evitar que suas ações fossem registradas, e um funcionário teria sido agredido durante o procedimento. O advogado afirmou que não há irregularidades na operação da empresa e que as medidas judiciais serão tomadas, incluindo uma denúncia à Corregedoria de Polícia.


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