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Filho de ex-prefeito, Omarzinho é preso e inicia pena por disparo em kartódromo

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Abdo Omar Najar Neto, conhecido como Omarzinho e filho do ex-prefeito de Omar Najar, começou a cumprir nesta quarta-feira(25), a pena pelo crime de disparo de arma de fogo em local público. Ele deu início ao cumprimento da sentença no Centro de Ressocialização de Sumaré.

Em nota enviada ao Portal de Americana, o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo informou que ele foi condenado em 30 de novembro de 2023 a 2 anos e 4 meses de reclusão, em regime inicial semiaberto, além do pagamento de 11 dias-multa, fixados em um salário mínimo cada. A decisão foi mantida em grau de recurso.

O Juízo da Execução Criminal determinou, em 6 de outubro de 2025, a intimação do sentenciado para início do cumprimento da pena. Como ele não foi localizado no endereço informado no processo, e após tentativas frustradas de intimação, foi expedido mandado de prisão.

Ao Portal, a defesa, representada pelo advogado Renan Nogueira Farah, afirmou que tomou conhecimento da decisão e que, após conversar com o cliente, ele preferiu se entregar para cumprir a pena no regime semiaberto. O Portal não conseguiu confirmar essa versão junto ao Tribunal de Justiça.

O caso que resultou na condenação ocorreu em 4 de julho de 2020, no Kartódromo Internacional de Nova Odessa. Durante um treino, o filho de Omarzinho, integrante da equipe Platina, se envolveu em uma colisão com outro piloto da escuderia GQ Racing, de Jundiaí. Depois do acidente, houve discussão entre membros das equipes, que evoluiu para agressões físicas, deixando o jovem ferido.

Segundo investigação da Polícia Civil de Nova Odessa, ao chegar ao local e presenciar o filho sendo agredido, Omarzinho efetuou disparos para o alto com a finalidade de dispersar o tumulto. Conforme a apuração, ele também teria determinado que outro homem incendiasse um veículo da equipe GQ Racing e, em seguida, efetuado disparos contra o carro.

De acordo com o advogado, há um pedido de revisão criminal em andamento. “A nossa revisão criminal está para ser julgada, ficou parada desde novembro, mas despachamos com os desembargadores e logo mesmo muito em breve vamos ter uma resposta dela”, disse. Segundo ele, o pedido se baseia na confissão do cliente. Renan afirmou que o entendimento do STJ é de que, quando há confissão, deve haver redução da pena.


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