A família de Ivy Rosa, uma criança com paralisia cerebral, denuncia falhas no atendimento prestado pelo plano de saúde Notre Dame/Hapvida e pelo hospital São Lucas. Segundo o pai, Emerson Rosa, a filha necessita de cuidados domiciliares contínuos, mas enfrenta dificuldades devido à ausência de profissionais de saúde e atrasos nos pagamentos desses serviços. Além disso, ele relata que o convênio teria negado o transporte em UTI móvel em uma situação de urgência.
De acordo com Emerson Rosa, a filha nasceu saudável, mas, aos dois meses de idade, sofreu uma parada cardiorrespiratória durante uma internação no hospital São Lucas, o que resultou em uma paralisia cerebral grave e irreversível. A criança permaneceu na UTI por cerca de 90 dias e, atualmente, depende de suporte de oxigênio e atendimento especializado 24 horas por dia.
O pai relata que o plano de saúde deveria fornecer profissionais para o atendimento domiciliar, mas os serviços foram comprometidos devido a atrasos nos pagamentos. “A gente sempre passou uma série de problemas de negligência, de falta de profissional, demora para autorizar exames, uma série de lutas na nossa vida”, afirmou. Segundo ele, os profissionais responsáveis pelos cuidados de Ivy deixaram de comparecer ao trabalho porque não receberam seus salários.
A situação se agravou quando uma profissional que deveria atender a criança não compareceu. Emerson Rosa afirma que tentou contato com a empresa responsável, o plano de saúde e diferentes setores, mas não obteve retorno: “Ligamos na empresa, ligamos no convênio, ligamos na assessoria, ligamos em todos os lugares, ninguém sabe, ninguém viu, a culpa é do outro, não tem prazo e os profissionais não vêm mais trabalhar”.
Diante da ausência de atendimento adequado em casa, a família tentou solicitar uma UTI móvel para levar a criança ao hospital, mas recebeu uma resposta negativa. Segundo o relato, o plano de saúde teria informado que o transporte deveria ser agendado previamente, mesmo em uma situação de emergência. “Eu falei, mas como que é urgente e não tem como agendar? Então eu peguei e botei a minha filha dentro do meu carro e trouxe aqui”, afirmou Emerson Rosa.
“O que aconteceu? O convênio não paga as enfermeiras, enfermeiras não vêm trabalhar, mas eu sei que aqui na UTI do hospital tem enfermeira para trabalhar, então vim trazer ela para cá”, declarou ele na esperança de receber atendimento no hospital.
O caso levanta questionamentos sobre a estrutura de atendimento do plano de saúde e do hospital, além das dificuldades enfrentadas por famílias que dependem desse suporte contínuo.
Procurado pelo Portal de Americana, até o momento, o Notre Dame/Hapvida e o hospital São Lucas não emitiram posicionamento oficial em relação às denúncias.
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