A Polícia Civil do Estado de São Paulo, por meio da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Americana, esclareceu o homicídio de um empresário de Hortolândia, ocorrido no Cemitério da Saudade, em Sumaré, e prendeu dois suspeitos. A vítima foi identificada como sendo Davi Aires Costa, de 63 anos. O crime, que chocou a região, ocorreu na noite de 11 de janeiro e envolveu uma série de transfusões financeiras, violência extrema e rituais religiosos. O suposto mentor do crime continua foragido.
Desaparecimento e Investigações
O desaparecimento do empresário foi registrado no dia 12 de janeiro. Movimentações bancárias suspeitas, incluindo transferências em sua conta, despertaram a atenção da polícia. Após uma intensa investigação, seis dias depois, um corpo com sinais de extrema violência foi encontrado nos fundos do cemitério. A perícia confirmou que a vítima era o empresário.
De acordo com a Polícia Civil, as investigações revelaram que o empresário foi rendido e forçado a realizar transferências bancárias para os suspeitos, antes de ser brutalmente assassinado. A análise de dados bancários e telefônicos ajudou a polícia a identificar os envolvidos no crime.
Prisões e Confissões
A polícia conseguiu prender dois suspeitos após mandados de busca e prisão, realizados em Sumaré, Hortolândia, Campinas e Vinhedo. Um dos suspeitos, identificado como W.A.E., conhecido como “Fucho”, foi preso em sua residência, onde confessou sua participação no crime e apontou outros envolvidos. Ele afirmou que o crime teve a colaboração de E.L.M., uma recepcionista detida em Vinhedo. Em depoimento, ela admitiu que acompanhou “Fucho” na noite do assassinato, auxiliou na violência contra a vítima e realizou transferências bancárias usando o celular do empresário.
Dinâmica do Crime
Segundo as investigações, “Fucho” já havia trabalhado com o empresário e mantinha uma relação de proximidade com ele, além de compartilharem a mesma religião de matriz africana. Na noite do crime, ele convidou a vítima para participar de rituais religiosos. Após uma primeira cerimônia, buscaram a recepcionista E.L.M. e seguiram para o Cemitério da Saudade, onde alegaram que realizariam outro ritual.
Ao chegarem ao local, o empresário foi rendido e forçado a fornecer suas senhas bancárias e realizar transferências. Após a obtenção dos valores, a vítima foi brutalmente agredida e assassinada com extrema violência, incluindo estrangulamento, empalamento com um cabo de vassoura e disparos de arma de fogo contra a cabeça. No dia seguinte, uma nova transação bancária esvaziou a conta do empresário, com os valores sendo repassados para A.M.S.S., conhecido como “Tuta”, identificado como o mentor do crime. O grupo ainda destruiu os pertences da vítima, queimando seu celular na tentativa de apagar as provas.
Mandante e Motivação
As investigações indicam que “Tuta” manipulava a religião para intimidar seguidores e obter benefícios financeiros. Segundo “Fucho”, ele e sua família estavam sendo ameaçados pelo mentor do crime, o que teria levado à sua participação no assassinato. No entanto, os depoimentos ainda apresentam contradições, e a motivação completa do crime ainda está sendo apurada pelas autoridades.
A polícia continua a busca pelo principal suspeito, “Tuta”, que permanece foragido, enquanto as investigações seguem para esclarecer todos os detalhes do crime.
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