O prefeito de Americana, Chico Sardelli, participou de uma reunião na quinta-feira (17) com Francisco Lahoz, secretário executivo do Consórcio das Bacias PCJ, para discutir a situação de escassez de água que afeta a região. Durante o encontro, foram apresentadas medidas e orientações para enfrentar o problema, com ênfase no uso consciente da água pela população.
Sardelli destacou os desafios enfrentados no abastecimento de Americana, agravados pela falta de chuvas e pela baixa vazão do Rio Piracicaba. Apesar dessas condições adversas, a captação de água bruta tem sido realizada, embora com qualidade reduzida, o que tem impactado o tempo de tratamento e causado interrupções no fornecimento em alguns bairros.
“Estamos monitorando a situação e sabemos que se trata de um problema regional, resultado de eventos climáticos extremos. É necessário que todos trabalhem juntos para encontrar soluções, lembrando que a água é um recurso limitado”, afirmou o prefeito.
O superintendente do Departamento de Água e Esgoto (DAE), Marcos Morelli, que também participou da reunião, relatou que o tratamento da água tem sido mais lento, mas que, mesmo assim, todas as áreas da cidade continuam a ser atendidas, ainda que com interrupções pontuais. Ele também ressaltou que as ações de combate a vazamentos e perdas estão sendo intensificadas.
Além de Morelli, o encontro contou com a presença do vice-prefeito Odir Demarchi e dos secretários Fábio Renato Oliveira (Meio Ambiente), Vinícius Ghizini (Educação) e Leon Botão (Comunicação).
Cenário Regional
O Consórcio PCJ apresentou dados técnicos que indicam um cenário de “stress hídrico crônico” em toda a região. Segundo o relatório, as chuvas em setembro ficaram 82% abaixo da média, e a previsão para os próximos meses é de chuvas 50% abaixo do esperado. Além disso, as vazões dos rios estão abaixo da média histórica.
Francisco Lahoz destacou que a estiagem, intensificada por mudanças climáticas, tem pressionado toda a Bacia PCJ, embora obras realizadas após a crise hídrica de 2014/2015 tenham evitado uma situação mais grave. “A situação em Americana inspira cuidados, mas a cidade está em condições melhores do que outras localidades que já decretaram emergência”, disse Lahoz, reforçando a importância da colaboração da população e do setor público e privado no uso racional da água.
O Sistema Cantareira, responsável por parte do abastecimento da bacia, registrou redução em seu volume útil, operando com 50,9% de capacidade ao final de setembro, enquanto o consumo de água na região aumentou devido às altas temperaturas.
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