A Polícia Civil do Estado de São Paulo, por meio da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Americana, prendeu nesta segunda-feira (16) quatro vigilantes patrimoniais da empresa de segurança CAMPSEG, que prestam serviço para a Rumo, companhia responsável pela operação dos trens na região. Os agentes foram acusados de tortura e desobediência. O caso ocorreu na Avenida Dr. Antônio Lobo, no Centro de Americana, e resultou na apreensão de armas de fogo, munições, equipamentos eletrônicos e veículos.
De acordo com o relato oficial, a operação foi iniciada após a Guarda Municipal de Americana encontrar um homem de 27 anos, identificado como W.S., em uma cela improvisada próxima à linha férrea sob o viaduto da Avenida da Amizade. A vítima, que estava trancada sem acesso a alimentação ou água desde o início da manhã, informou que havia sido colocada no local como forma de coação para o pagamento de uma dívida de R$ 5.000, supostamente vinculada a uma transferência bancária realizada horas antes.
Quando questionados pelos guardas municipais, os vigilantes, que atuam na área em nome da Rumo, afirmaram que as chaves do cadeado estavam na cidade de Araraquara e alegaram que a área era de jurisdição federal, tentando impedir a atuação dos agentes municipais. Um dos vigilantes chegou a empunhar uma pistola de choque para intimidar os guardas, o que elevou a tensão no local.
A Polícia Civil foi acionada e, ao chegar, desarmou os vigilantes e libertou a vítima, que foi levada para atendimento e prestou depoimento. O delegado responsável pelo caso, Dr. Filipe Rodrigues de Carvalho, constatou que a cela utilizada para o cárcere apresentava condições insalubres e era usada para infligir sofrimento à vítima. Além disso, não havia registro de boletim de ocorrência ou flagrante que justificasse a detenção do homem.
Os quatro vigilantes foram presos e indiciados por tortura, conforme a Lei 9.455/97, e desobediência, prevista no artigo 330 do Código Penal. Armas, munições, celulares, dois veículos e outros itens foram apreendidos para perícia técnica. A Polícia Civil segue investigando o caso.
Atualização: 18/12 – 14h
A concessionária Rumo emitiu uma nota oficial reforçando seu compromisso com a transparência e com a correta apuração dos fatos, ressaltando que as medidas cabíveis devem ser tomadas pelos órgãos competentes, em total alinhamento com a legislação vigente.
No âmbito judicial, o juiz responsável pelo caso decidiu relaxar o flagrante dos presos, considerando a necessidade de aprofundar as investigações. Além disso, determinou a realização de oitivas com todos os envolvidos para garantir uma apuração completa e precisa dos fatos.
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