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Americana é a maior exportadora da região e supera US$ 500 milhões

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aerea americana
Foto: Divulgação

Americana registrou um aumento de 30% nas exportações em 2025, em comparação com o ano anterior. Mesmo com um cenário econômico internacional desfavorável, o município contabilizou US$ 530,2 milhões de mercadorias exportadas no período, enquanto em 2024 o valor ficou em US$ 408,1 milhões. Os dados são do Comex Stat, sistema oficial para extração das estatísticas do comércio exterior brasileiro de bens, vinculado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, e compilados pelo Observatório Econômico da Secretaria de Desenvolvimento Econômico.

Os números fazem com que a cidade seja a maior exportadora da Região do Polo Têxtil (RPT), que inclui os municípios de Santa Bárbara d’Oeste, Nova Odessa, Hortolândia e Sumaré. Americana também é a única, das cinco, com balança comercial positiva, resultado de um volume maior de vendas ao exterior do que de compras.

Os países para onde Americana mais exportou foram Alemanha (US$ 297,7 mi), Bélgica (US$ 41,6 mi), México (US$ 39,5 mi), Argentina (US$ 33,1 mi) e Estados Unidos (US$ 23,5 mi). Outras nações que importaram produtos americanenses em 2025 foram Chile, África do Sul, Colômbia, Peru, Equador, Uruguai, Paraguai, França, Singapura, Costa do Marfim, Guatemala, Bolívia, China e Honduras. Entre os materiais exportados, destacam-se metais preciosos em estado coloidal, dobras de metais preciosos, pneumáticos novos, produtos de borracha e resíduos de metais preciosos.

“Em 2025, tivemos um volume altíssimo de exportações, mesmo em um ano turbulento tanto interna quanto externamente, inclusive com o tarifaço dos Estados Unidos, que impactou as vendas para um dos principais países compradores. Os EUA passaram de quarto maior importador para quinto lugar, enquanto a Alemanha segue sendo a principal compradora, com aumento de 50% na comparação com 2024”, explicou o secretário de Desenvolvimento Econômico de Americana, Rafael de Barros.

O resultado é fruto do trabalho desenvolvido pela pasta junto às empresas exportadoras, que inclui ações como capacitação de mão de obra, política de atração de novas empresas e participação do Hub de Exportação da Acia (Associação Comercial e Industrial de Americana).

“Firmamos parcerias com o InvestSP e oferecemos treinamentos aos empresários dentro do Programa Paulista de Capacitação para Exportações (Exporta SP), com aulas gratuitas e online, além de mentorias individuais”, acrescentou o secretário.

A capacitação abordou temas que desafiaram os empresários no processo de internacionalização de seus produtos e serviços. Especialistas em comércio exterior da Fundação Instituto de Administração (FIA) mostraram os melhores caminhos para a implementação bem-sucedida de ações de formação de preços, adequação de produtos e serviços, inteligência comercial e planos de marketing e vendas.

Além disso, Americana participou também do Programa de Qualificação para Exportação (PEIEX), oferecido pela Apex-Brasil para que o processo de exportação seja iniciado de forma planejada e segura, capacitando e tirando dúvidas sobre se a empresa está pronta para exportar, qual é a melhor forma de fazer o produto chegar a determinado mercado, como deve ser a negociação com o comprador internacional, como formar o preço do produto para outro país, entre outras questões.

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