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Bispo barbarense acusado de esconder pedofilia morre com coronavírus

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Morreu nesta terça-feira(14), em Fortaleza, vítima do coronavírus, o arcebispo emérito da Paraíba, dom Aldo di Cillo Pagotto. O religioso nasceu no dia 16 de setembro de 1949 na cidade Santa Bárbara D’Oeste.

Em 2016, dom Aldo renunciou do cargo após ser acusado de manter relações homossexuais e de ignorar casos de pedofilia na igreja. O inquérito nasceu após denúncias de que o arcebispo da Paraíba havia acolhido padres e seminaristas expulsos de outras dioceses.

Além disso, ele teria se recusado a discutir casos de pedofilia. Também em 2015, uma carta escrita por uma mulher o acusou de manter uma relação afetiva com um jovem de 18 anos e de realizar “encontros íntimos” na sede da arquidiocese.

Cursou filosofia e teologia no Seminário Diocesano Nossa Senhora do Rosário, em Caratinga (Minas Gerais) e no Seminário São Pio X, com Padres Sacramentinos. Foi ordenado Presbítero em 7 de dezembro de 1977 e sagrado Bispo no dia 31 de outubro de 1997, por Dom Cláudio Hummes, então Arcebispo de Fortaleza. Pastoreou a Diocese Sobral como coadjutor entre 1997 e 1998, depois assumindo como Bispo titular, onde ficou até o ano de 2004. Foi Arcebispo da Paraíba de 2004 a 2016.

O corpo de dom Aldo foi sepultado na cidade de Fortaleza no mausoléu da Congregação dos Sacramentinos, na Igreja de São Benedito. De acordo com a arquidiocese, no tempo oportuno, seus restos mortais serão transladados para a Catedral Basílica Nossa Senhora das Neves em João Pessoa.


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