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Em manobra, vereadores fogem de votação sobre aterro sanitário

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Foto: Portal de Americana
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Semana do consumidor

9 vereadores de Americana ‘fugiram’ da votação do projeto que pretendia proibir Americana de receber lixo de outras cidades da região. O projeto foi o único da pauta de uma sessão extraordinária realiza nesta terça-feira(26).

Um contrato firmado no governo do ex-prefeito Omar Najar(MDB) em conjunto com uma alteração na Lei Orgânica do Município, permitiu a prática que segue implantada na cidade. No projeto, Gualter propunha a alteração do artigo 170 da lei, proibindo o ingresso de resíduos oriundos de outras cidades a sistemas públicos ou privados de tratamento e disposição final de resíduos instalados no território de Americana.

Em uma manobra, 9 dos 19 vereadores se abstiveram do voto não formando quórum para a votação. Os vereadores que se abstiveram foram: Thiago Martins(PV), Dra. Rosangela(Cidadania), Fernando da Farmácia(PTB), Gabriel Girardi(MDB), Leonora Périco(PDT), Marcos Caetano(PL), Marschelo Meche(PL), PR. Miguel Pires(Republicanos) e Thiago Brochi(PSDB).

Segundo o parlamentar, a Lei Orgânica foi alterada em 2019 permitindo a destinação desses resíduos atendendo a um pedido da empresa responsável pelo aterro sanitário instalado na região do pós-represa. “Foi apresentada a necessidade do recebimento de resíduos das cidades vizinhas para a obtenção dos recursos necessários para investimentos em novas tecnologias e a construção de uma usina com o objetivo de minimizar a quantidade de resíduos a serem aterrados, dando um maior tempo de vida útil ao aterro”, aponta Gualter.

Questionado pelo Portal de Americana sobre a votação, o presidente Thiago Martins Martins(PV) negou que os votos tenham sido combinados para a derrubada. “Temos que dar mais um voto de confiança pra empresa e para a gestão anterior. Quem trouxe o contrato, quem fez tudo isso, foi o prefeito Omar e, a pedido do próprio prefeito, na época, a gente votou a favor desta usina. Se caso a gente ver que não vai ter investimento, dentro de um período a gente coloca o projeto e derruba”, afirmou Martins.

No contrato de 2019, para que cidade receba lixo de outros municípios era necessário a construção de uma usina de aproveitamento do lixo, o que não saiu do papel até hoje.


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