O americanense Caike Duarte Pereira da Silva, um dos sobreviventes do incêndio que atingiu o Ninho do Urubu, centro de treinamento do Flamengo, no Rio de Janeiro, relembrou o dia da tragédia que chocou todo o país há dois anos.
O adolescente de 16 anos, que mora em Americana, estava no local onde um incêndio iniciado nas instalações elétricas causou a morte de 10 jovens na madrugada do dia 8 de fevereiro de 2019.
Caike tinha chegado ao centro de treinamento dias antes da tragédia.
“Dia muito difícil… Hoje se completa 2 anos do maior livramento da minha vida, só tenha que agradecer a Deus por tudo, por me dar outra oportunidade de viver. Muita saudade dos amigos que se foram… Só queria poder encontrar e abraçar um por um. Ninguém sabe a dor que sinto a cada mês e ano que se passa. Mas vamos em frente, a luta não para”, disse o aleta em suas redes sociais.

O CASO
Em 2019, a Polícia Civil do Rio de Janeiro indiciou oito pessoas pelo incêndio que deixou 10 atletas mortos e três feridos nos contêineres usados como alojamento das categorias de base no Centro de Treinamento do Flamengo, mais conhecido como Ninho do Urubu, em fevereiro deste ano. Entre os indiciados estão o ex-presidente do Flamengo, Eduardo Bandeira de Mello, engenheiros do clube e da empresa responsável pelos contêineres, um técnico de ar-condicionado e um monitor.

Os oito foram indiciados por homicídio e tentativa de homicídio com dolo eventual, isto é, em que se assume o risco de provocar a morte. O incêndio causou a morte de 10 atletas adolescentes que moravam no alojamento do clube, além de deixar três feridos que tiveram de ser hospitalizados com queimaduras.
Ao indiciar os suspeitos, a polícia considera que a estrutura do dormitório era incompatível com a destinação, inclusive por irregularidades estruturais e elétricas, apesar de os suspeitos terem conhecimento de que diversos atletas da base residiam no local. O indiciamento cita ainda ausência de reparos nos aparelhos de ar-condicionado instalados no contêiner e o descumprimento da ordem de interdição editada pela prefeitura do Rio de Janeiro, além das múltiplas multas impostas pelo município por esse descumprimento.
Segundo a polícia, o ex-presidente do clube e o monitor, que não estaria presente no contêiner, poderiam e deveriam ter agido para evitar o resultado do incêndio. Já os engenheiros e o técnico de refrigeração “assumiram o risco de produção do previsível resultado”.
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